domingo, 28 de março de 2010

A COMPLEXIDADE QUE ENVOLVE A QUESTÃO DE “COTAS RACIAIS”

Sistema de cotas é uma espécie de compensação que o Estado oferece à raça negra. O Estado defende o sistema de cotas, dizendo que é uma forma de “pagar” o que os negros já sofreram e passaram. Vale à pena sacrificar a legitimidade da conquista de quem é negro e conseguiria entrar na universidade por méritos próprios? As cotas raciais justificam, defende o racismo, o preconceito, a discriminação! Então quer dizer que uma pessoa negra não tem capacidade de ingressar em uma Universidade, sem ao menos passar pelas cotas raciais?
Não é tão “beneficiário” como os políticos dizem as cotas raciais. Mesmo assim, não tem como pensar as cotas raciais sem perceber o quanto a sociedade de uma forma ou outra é preconceituosa. Separar cotas para negros e índios é algo absurdo, injustificável. Pensem que ao ingressar em uma Universidade através das cotas raciais, os negros serão vistos com olhos de desconfiança, como se não houvesse neles a inteligência, até porque eles conseguiram esse mérito através de sua cor de pele!
Dividir assim os méritos e valores em cotas raciais, é absolutamente inaceitável, é um erro gritante perante os nossos próprios direitos.
“Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
IV – “promover o bem de todos, SEM PRECONCEITOS de origem, RAÇA, sexo, COR, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”
“Art. 5º Todos são IGUAIS perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes”
Se a sociedade em geral praticasse a nossa constituição, seria mais fácil amenizar vários problemas! Não podemos falar em raça negra e raça branca, num País onde há tanta mistura de culturas, não podemos provar que não temos um pouco de negro ou de índio, a diversidade é uma herança da nossa própria cultura. Na concepção de Gilberto Freyre " Todo brasileiro traz na alma e no corpo a sombra do indígena ou do negro."
É muita irracionalidade presente em um sistema como esse! Não são plausíveis as justificativas do sistema de cotas ao dizer que esse sistema foi criado como pagamento de uma divida histórica para os negros e índios. Enquanto estamos precisando de sistemas, atitudes, ideias para acabar com a desigualdade, é criado um novo sistema que é aprovado e de forma alguma consegue nem o mínimo que se espera que é amenizar, ao contrario parece preservar, continuar com as concepções desiguais. Ora, imagine que todas as pessoas irão olhar para um negro ou índio numa Universidade com um único pensamento, de que não importa a pontuação que eles tiveram, pois estão ali através das cotas raciais e ninguém sabe a intensidade da sua inteligência. E é através disso que os políticos dizem pagar uma divida histórica e dar direitos iguais para todos? Já sabemos, já foi comprovado que não existem raças humanas, que somos frutos da miscigenação! Então, onde esta o benefício das cotas raciais? No final da história, a resposta é previsível:" cotas raciais só valem a pena pros políticos que a implementarem, e pros ativistas que a defendem."

sábado, 27 de março de 2010

Não existem raças humanas

Desde o princípio as pessoas vêm acreditando na existência de diferentes tipos de raças. Pensar em raça negra e raça branca é sem dúvidas o início do preconceito, mas lembremos que saber distinguir as ditas “raça negra” e “raça branca”, é algo mecanizado, construído historicamente e sustentado pela sociedade! Nossas ideias funcionam como “operários”, ordenados por uma máquina que julga sem conhecer, aprofundar, pensar os valores. Somos operários de uma sociedade e carregamos conosco uma bagagem histórica de preconceito que vem desde muito tempo interferindo, julgando, reduzindo e discriminando valores e sentimentos.
O que nos leva a ter ideias pressupostas da inferioridade em relação ao negro? O que realmente temos de tão sábios pra nos considerarmos “bons” o suficiente pra julgar alguém pela cor de sua pele? Afinal, como é possível julgar uma pessoa pela cor de sua pele, em um País onde houve tanta miscigenação? Pesquisadores, ao fazer comparações do DNA descobriram que muitas vezes um branco europeu tem mais parentesco com um africano do que este africano com outro africano da mesma aldeia!
O preconceito seja ele como for é uma coisa inadmissível, com absoluta certeza afirmo: Não existem raças humanas, existe apenas uma raça, a raça humana! Não se determinam pessoas melhores ou piores pela cor de sua pele, não é a cor, não é a posição social de uma pessoa que julga sua capacidade. Todos nós. Todos nós seres humanos somos capazes, o que nos diferencia é a força, a confiança, a esperança e a vontade de lutar pelo que queremos!
Para que possamos acabar com todas as falsas informações sobre raças humanas, é preciso antes de tudo, passar obrigatoriamente pela mudança dos nossos conceitos.
Assim diz o ditado: “Não existem raças! Somos uma raça só! Com cores e formas diversas, costumes diferentes, canções, danças e línguas diferentes, más, por dentro e em nossos direitos e capacidades somos todos iguais!”

segunda-feira, 22 de março de 2010

O que minha razão me mostra a respeito do mundo de hoje

Ao investigar aquilo que comanda os meus atos e que explica fatos inexplicáveis, que chamamos de razão, muito me passou pela mente a respeito do mundo de hoje. Com tantas concepções, algo fala mais alto. Notei que o mundo me parece familiar e ao mesmo tempo estranho. Familiar porque repito diariamente atitudes semelhantes em relação às outras pessoas que aqui habitam, e estranho porque é incompreensível a forma com que as pessoas em geral são manipuladas por ideias que foram colocadas como certas.
A minha razão me mostra que o mundo de hoje é movido pela manipulação, por troca e venda de valores. É indignante perceber o quanto o ser humano se contenta com tão pouco e não busca investigar, nem tentar construir novos traços, caminhos e ideias. Tudo esta em constante transformação, mas é grande a quantidade de pessoas que aceitam o mundo como ele é. Mas afinal, onde está a verdade? Como podemos aceitar coisas que nos dizem que é certo e verdadeiro, se não sabemos nem o que é a verdade?!
Somos manipulados o tempo todo até por nós mesmos! Nossas ideias estão formadas e por isso não ousamos buscar outras. Somos manipulados a acreditar a aceitar e nunca duvidar, nem questionar o que vemos. Somos manipulados pelo poder dos sentidos e não do pensar.
Vivemos em um mundo manipulado por conceitos, significados e ideias e somos possuidores dessa manipulação.
A minha razão me mostra que o ser humano é como “Maria vai com as outras” e por isso muitas vezes acabam vendendo e trocando seus próprios valores.

sábado, 20 de março de 2010

Um ponto de reflexão!

A desigualdade social vem cada vez mais prejudicando toda a população. A fome,a miséria,a falta de oportunidade muitas vezes se deve ao fato de que os nossos governantes esquecem que seres humanos não vive apenas de lazer,de um lugar para passeio e descanso,esquecem que seres humanos precisam de uma moradia que atenda suas necessidades,que as crianças precisam de uma educação de qualidade independente da sua classe social e que os seus professores os ensinem como se fossem os seus filhos,que a população em geral necessita de um mundo hospitalar que possa romper as doenças sem motivos para dor acumulada por demora de atendimento ou por falta de qualidade de serviço,que os idosos precisam de lugares adequados para sua idade e que se sinta a vontade,que os deficientes de adaptações,que as creches e escolas de livros e refeições que consigam despertar o interesse das crianças e jovens; os problemas aumentam dia após dia diante nossos olhos,o futuro do país não está em uma área de lazer ou em uma festa,esta na educação e na qualidade de ensino; as ruas,avenidas de bairros distantes de um ponto de referência, deveria ser visto como uma avenida ou bairro que tem moradores e precisa-se de asfalto ou saneamento básico;os impostos pagos pela população deveria ser investido na saúde,na educação,naquilo que traga benefícios a eles mesmo,não há quem governa;é preciso dar um basta nessa desigualdade em que o rico tem plano de saúde e o pobre não,e o pior é que não há um serviço de qualidade afim de atender as necessidades das pessoas ditas “pobres” que precisam de uma saúde pública,que toda criança,todo adolescente,qualquer pessoa tem por direito um ensino de qualidade...
Não há nada, nem mesmo um lugar em uma cidade/País que mereça mais investimentos do que o outro, porque os impostos são pagos por todos,e uma doença,e uma necessidade não escolhe classe social,por isso que a desigualdade social devia ser vista como um ponto de referência de qualquer política do governante e assim construir um País justo para todos!

terça-feira, 16 de março de 2010

Pensando o Meio Ambiente

Ao observarmos atentamente o meio ambiente do nosso País, é possível ver o quanto a população e o governo faz pouco pra sua preservação. Pensar o meio ambiente como simplesmente uma árvore que traz sombra não é o suficiente para entender o meio ambiente. Afinal, somos partes vivas desta história, dependemos do meio ambiente conservado e preservado para que possamos respirar ar puro e desfrutarmos de uma vida saudável.
Cada lixo acumulado nas ruas é como 1/3 da vida em jogo, esses lixos que deveriam estar em locais adequados, mas não estão, podem trazer várias conseqüências. Se tivermos coragem para jogar um papel de bala hoje, amanhã teremos a mesma capacidade. Só precisamos de uma primeira atitude para caminhar e avançar em atitudes mais significativas.
Lembremos que não estamos sujando apenas um chão, poluindo um bairro ou uma cidade, estamos simplesmente poluindo a nossa vida.
“Mãos” que cortam árvores, que queimam matas, que poluem são as mesmas capazes de preservar, de cuidar. Onde está o homem inteligente, que pensa e age com dignidade? Cadê aquelas pessoas que fazem campanhas, sendo que as mesmas não agem conforme dizem, com verdadeiras atitudes? Parece que as pessoas estão agindo inconsequentemente, sem pensar, fazendo com que essa situação nos faça deparar com uma mera loucura! De repente, surgiu o progresso e demoliu os arcaicos conceitos da inteligência, do ser racional e fez evaporar a conduta da vida, do ar que respiramos e mais do que isso do ar que precisamos para sobreviver!
Cada dia que passa aumenta o número de árvores derrubadas, de lixos nas ruas, de matas queimadas. Se o homem é tão inteligente como o dizem, será ele cego pra não conseguir ver uma cesta de lixo, ou será ele inconsciente pra não conseguir pensar na importância do meio ambiente?
Como pode haver tanta maldade, tanta insensibilidade nos atos covardes do homem?
Ele quer destruir sua origem, extraviar suas obrigações, cancelar a sua chance, o seu valor.
Será que ainda se pode falar em cidadão e governante ético, consciente? É claro que a consciência parte de cada um, mas se também não houver um alicerce entre os dois grupos, não haverá tão cedo retenção do que está nos prejudicando. Não! Hoje, não se dá mais pra falar em homem sensato, aliás, como? Se eles não conseguem nem pensar em sua própria vida?
Não há mais uma atitude cidadã, há atos corroídos pela ânsia atroz do pensamento imaturo, são gestos egoístas, altruístas, fúteis em si. E é exatamente por isso, que se já consegue prever o fim do mundo, da vida!
Ver em câmera lenta uma mão se abaixando com tanta facilidade, naturalidade para jogar lixo nas ruas, é como conseguir enxergar que um isso não vai mais existir, é isso mesmo, não irá mais existir, a vida não conseguirá sobreviver diante isso, se ninguém tentar mudar. Que País é este em que vivemos? É preciso tentar viver o que se pode.
É preciso fazer algo, antes que seja tarde demais! Veja, lá fora há uma força, uma energia que vibra, há árvores que nos ajudam a respirar, que nos transmitem vida, que através de seus frutos nos fazem sobreviver, essa força chamo de Meio Ambiente!
Mas os olhos estão vendados pelo ódio, pela insensibilidade, e a inteligência está congelada/parada, como se nada nunca fosse acontecer. É o absurdo!
Acredito que se unidos (moradores e governantes), pela estratégica quimera, seria possível combater as mãos que poluem que ameaçam o fim da nossa vida!
Vocês já pensaram na possibilidade da exterminação das bombas nucleares? Talvez seja fruto de um sonho impossível. Mas acreditem, haverá um dia ao sol, onde homens, unidos, sem confrontos, inteligentes, verdadeiros racionais, despidos da indiferença, poderão dar as mãos e dar um fim nisso, pensando no meio ambiente como a vida, que nos faz viver!

sábado, 13 de março de 2010

Eu acredito ...

Eu acredito que nada é mais forte que uma palavra, que nada é mais prazeroso que a boa educação, que nada é mais emocionante que um eu te amo; que a compreensão, a gentileza, o companheirismo é base de uma pessoa de verdade, que a sinceridade deve ser medida com as palavras e que o coração foi feito exatamente para aprender a amar, não há nada nesse mundo mais perfeito como um sentimento verdadeiro e um sorriso estampado no rosto! Eu acredito ainda, que tentar agradar as pessoas nem sempre nos recompensa, mas é o melhor que se tem a fazer! Existe apenas uma vontade que me faz perdoar erros imperdoáveis, acreditar que as pessoas que me decepcionam são apenas vítimas de um mundo cruel, onde o amor, o sentimento verdadeiro está deixando de existir, é que talvez eu erre sem perceber, deixo mágoas e corações partidos, mas o que eu mais quero é ser perdoada! Nenhum sentimento é tão grande quanto o amor, nenhum ato é tão bonito quanto dizer: perdão e está perdoado (a), nenhum movimento é tão comovente como um abraço com carinho e nada se iguala com a forma de cada um sorrir, um sorriso abre outro! Eu acredito muito na palavra “possível”, nada é impossível quando sabemos o que queremos, quando temos força, otimismo e vontade de lutar! Acredito também na mudança, nada nunca será igual, bom é o que eu espero... Não quero deixar a desejar a mim mesma, não quero ver tudo perder a cor lentamente e nada fazer, quero lutar, quero modificar, quero reconstruir valores, não quero aceitar o mundo como ele é, somos nós seres humanos os donos da nossa própria história, as nossas verdades são construídas por nós mesmos, está em nossas mãos o poder da transformação! Acredito em sonhos reais, nada por ser difícil será um dia impossível.
Saber usar os dons que temos da sabedoria, da piedade, do amor, da compreensão, da inteligência para fazer o melhor, para espalhar o bem é ser um verdadeiro racional. Nunca seremos tão inteligentes enquanto não aprendermos a usar os nossos próprios valores!
Ainda acredito que tudo que eu sonho um dia será possível!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Mais do que uma bela pintura

Pensar numa cultura de respeito e valorização das mulheres quanto dos homens na sociedade brasileira é necessário, antes de tudo, mencionar as célebres palavras de Kant que assim diz:

“Todo ser humano tem um direito legítimo ao respeito aos seus semelhantes, e esta por sua vez, obrigado a respeitar todos os demais [...] Desprezar os outros, ou seja, negar-lhes o respeito devido aos seres humanos em geral, é em todas as situações contrário ao dever, uma vez que se tratam de seres humanos.” (KANT, Immanuel. Metafísica dos costumes (Doutrina dos elementos da ética § 38 e 39). Bauru: Edipro, 2003. p. 306-307.)

Pensando dessa maneira, seria mais fácil construir uma sociedade como um todo, igual para homens e mulheres, tornando a diferença uma peça fundamental na construção de uma cultura. Ao respeitar as diferenças, a sociedade aceitaria os valores distintos de todos, pois, a meu ver, não se pode falar em valores, sem antes falar em mulher ou em homem, tendo em vista que cada um transforma seus valores em cultura. Mas, a questão é como as pessoas estão agindo de forma preconceituosa e tendo atitudes discriminatórias em relação à diferença de gênero e acabam colocando como inútil, principalmente, a capacidade das mulheres.
No princípio, as mulheres só eram vistas, com certo louvor, prendadas, quando sabiam exercer as funções domésticas, com isso seus valores eram reconhecidos por meio de bons casamentos. Elas demonstrariam e aperfeiçoariam seus dotes na cozinha, no bordado e nos cuidados com a casa, com o marido e com a criação de filhos.
Pelas concepções cultuadas no princípio, ditando o modo de viver, de trabalhar da mulher, a sociedade contemporânea ainda não se adaptou a importância da mesma, vendo-a somente como uma pessoa gerada das costelas do homem com a finalidade de companheirismo, atenção e procriação. Isso se deve ao fato de que, ao pintar a mulher como um ser a ser definido como uma pessoa responsável por alguém ou alguma coisa, a sociedade não conseguiria vê-la em um campo de trabalho distinto daquilo que foi imaginado como certo.
Apesar disso, cada vez mais, as mulheres assumem um lugar na sociedade e no mercado de trabalho, mostrando sua capacidade de inteligência e independência. Essa evolução começou a partir do momento em que as mulheres conseguiram ter o direito de opinar e validar seu voto político. Com isso, a mulher teve a oportunidade de demonstrar sua opinião perante a democracia, a população e o mundo.
Conquistando seu espaço, a mulher comprova que tem capacidade o suficiente para exercer cargos que até então só eram ocupados por homens. O problema não está na capacidade da mulher, mas na forma que a sociedade, em geral, reluta em não aceitar pessoas, mulheres, em pé de igualdade com os homens. Pensando nisso, vale lembrar que Aristóteles afirmou que o cérebro do homem era três vezes maior que o da mulher, mas cientistas comprovaram que devido a preocupações, a responsabilidades e a extrema vontade de estar sempre se aperfeiçoando, o cérebro da mulher pode ser maior que o do homem. Esses questionamentos que fazem referência à desigualdade de gênero, a não aceitação da mulher como um ser a ser mais do que a pintaram, a ter capacidade o suficiente para ser digna de respeito infinito em qualquer campo de trabalho, é um tema crítico que deveria ser extirpado o mais rápido possível.
Por que ainda é pouco o índice de mulheres motoristas? Sendo que essas comprovam que são capazes de exercer a função com seriedade, compromisso, inteligência e, acima de tudo, competência? Seja de um contexto bíblico, científico ou filosófico, a mulher não foi criada apenas para ser algo a mais, se ela não fosse de grande importância não teria sido criada. Sua delicadeza, preocupação excessiva e intuição são o que a diferem do homem, não pensemos que isso é um ponto negativo. É a partir dessas diferenças, que elas, mulheres, fazem a diferença. Ratifico: a diferença é uma peça fundamental na construção de uma cultura que valorize tanto homens quanto mulheres.
É difícil pensar a respeito da discriminação contra a mulher, que ainda há lugares, campos de trabalho, que fecham as portas e não acreditam na sua competência. É mais difícil ainda procurar e não encontrar uma resposta que justifique o fato de as pessoas dividirem a capacidade em gêneros se todos fazem a diferença. Muitos, ao deparar com tais situações, não conseguem combatê-la, continuam vendo, assistindo de “camarote”, indignando-se, mas cruzam os braços à espera de alguém capaz de mudar tudo isso. Esperar alguém é diminuir o seu próprio valor.
A partir do momento que se estabeleceu este “estigma social”: “homem pode e dá conta de tudo” e “mulher serve para ser dona de casa”, obviamente pode-se concluir que essa tese não foi criada por uma ou duas pessoas, mas por meio de um conjunto de pessoas.
Dentro desse contexto, deparei-me com um pensamento de Platão que diz: “grandes caminhadas começam com a decisão do primeiro passo”. Apropriando dessa fala, ficaria mais fácil conseguir uma formação de ideias e opiniões diferentes do que temos, e é a partir do que pensamos sobre isso ou aquilo que agimos.
Nós precisamos de pessoas que não tenham medo de dar o primeiro passo; de pessoas que não mude o mundo, mas que reconstrua os valores do mundo; pessoas que não aceitem passivamente as imposições sociais; pessoas que tenham força o suficiente para refletir a cerca de questões que afetam a sociedade num todo e construir suas opiniões sem se preocupar com aquilo que nos foi dado como certo. Precisamos de políticos que pensem “a mulher”; precisamos, também, que mulheres atuantes, isto é, que tenham coragem de fazer parte de qualquer comissão, representatividade política, coragem de ser o sujeito do conhecimento científico nos meios acadêmicos; precisamos de Escolas que ensinem seus alunos a conviver com as diferenças, acreditando no potencial de cada um; precisamos de professores que ensinem seus alunos a ler, a escrever, mas, acima de tudo, a pensar o mundo, a lutar e que os estimulem na vontade de fazer a diferença; precisamos de homens e mulheres que cresçam com um pensamento de que nada vale mais que a nossa opinião, que a nossa vontade de simplesmente “ser”; precisamos de pessoas que aceitem as diferenças como elas são, acreditando que são exatamente elas que constroem o mundo. Precisamos conscientizar nossos jovens que cada um é parte da engrenagem que coopera no combate à discriminação e ao preconceito; precisamos, enfim, dar mais ênfase a esses temas, partindo da premissa que desde o momento em que as crianças entram na escola, é imprescindível ensiná-las a conviverem com as diferenças, respeitando o outro e exigindo para si mesmo respeito.
Sêneca diz que:“Muitas coisas não ousamos empreender por parecerem difíceis; entretanto, são difíceis porque não ousamos empreendê-las”. Lembremos, pois, que os valores da sociedade são construídos pelos homens, e somos possuidores e empreendedores desses valores; portanto, já que somos nós que construímos, desmistifiquemos a nossa incapacidade de ousadia na construção da igualdade de gêneros e por que não erguer um país digno e justo para todos, capaz de transformar as relações desiguais em igualitárias, o que significa, necessariamente, respeitar as diferenças.
Afinal, a importância do homem e da mulher não depende do gênero, pois todos nós, seres humanos, somos donos da história, da vida. Significa afirmar que a capacidade não está em ser homem ou mulher, mas na maneira como cada um toma atitudes para um mundo melhor, para a construção de relações igualitárias entre mulheres e homens
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quinta-feira, 11 de março de 2010

Um sonho maior que eu

Pensando esses dias no que fazer da minha vida, pensei em dançar, brincar, voltar a ser criança, esquecer o mundo por um instante, quis buscar as estrelas ficar por lá viajando entre anjos, pensei ainda em parar tudo e viver, ser feliz! Ficar livre, leve e solta... Ora, quanta imaginação a minha, pensei em ser feliz, sem ter esforços, sem preocupar, sem lutar, apenas vivendo... Percebi que não era possível, que havia muito mais dentro de mim do que simplesmente querer ficar livre, leve e solta! Minha vida está ficando de cabeça pra baixo, o mundo parece girar mais rápido, estou amadurecendo e preciso decidir o que ser, o que fazer, as portas da responsabilidade estão abrindo pra mim, os desafios estão aparecendo diariamente… Muito me passou pela mente sobre o que ser, o que fazer, senti a necessidade de desvendar logo o meu sonho, mas aquele maior sonho, o que eu faria tudo pra realizá-lo, a minha maior vontade, o que me faz continuar caminhando. Olhando a noite para o céu azul estrelado, comecei logo a desvendar o meu sonho, vi que durante toda a minha vida, a paixão por falar em público sempre foi enorme, o palco parece a minha própria casa, não me sinto envergonhada, nem com medo, me sinto bem! Notei também que escrever é algo que me encoraja, que me faz acreditar.. Quando sinto algo dando errado, uma folha e um lápis me fazem forte! Diante as estrelas, juntei as pecinhas de tudo que eu mais gostava de fazer, várias profissões surgiram no meu pensamento.. Psicologia, Artes Cênicas, Filosofia, Pediatria, Jornalismo, enfim. Mas uma dessas me deixa entusiasmada, me desperta um interesse maior, algo me disse que se for realmente isso que eu quero, precisarei de muita disposição, garra, força de vontade, otimismo e muita luta! Pensei e repensei, cheguei à conclusão de que o meu maior sonho é ser Jornalista... Por um momento, achei que seria uma bobeira minha, algo que fantasiou a minha cabeça, mas não, é o que eu realmente quero. Observei-me atentamente me colocando como Jornalista, senti o meu coração bater mais forte, bateu a vontade de que o tempo passe mais rápido (...) Não é uma profissão fácil, mas isso não vai me fazer desistir! Vou lutar até o fim, é esse o meu objetivo. É o meu sonho, é um sonho maior do que eu mesma. Me desperta o sono, me faz chorar de medo, me deixa alegre pensando na satisfação quando estiver no trabalho, me dá forças pra enfrentar os obstáculos...
Diz Luciano Luppi: “ Fica estabelecida a possibilidade de sonhar coisas impossíveis e de caminhar livremente em direção aos sonhos.”

Pois bem, através do blog quero postar os meus textos e ficar mais próxima da profissão.
Prazer ;D
Raiene Sara Cardoso.